O número de mulheres engenheiras está crescendo!

A luta das mulheres para conquistar o seu espaço na engenharia continua forte.

Engenheira sim, e com muito orgulho! Trabalhando um dia de cada vez, as mulheres, dia-a-dia estão conquistando seu espaço em uma das profissões de maior domínio masculino da atualidade: a engenharia. De acordo com o CONFEA (conselho regional de engenharia e agronomia), até junho de 2018 existem cerca de 1,4 milhão de profissionais ativos na engenharia ou agronomia. Destes, apenas 200 mil mulheres, número 7 vezes menor que o de homens. 
Evolução do emprego formal dos profissionais da engenharia por sexo

E não é apenas pelo número de profissionais que as mulheres buscam lutando. Segundo alguns dados da pesquisa "Perfil ocupacional dos dos profissionais da engenharia no Brasil", realizada pelo Dieese, de 2003 à 2013 o salário médio das engenheiras subiu de 70,3% para 79%. Isto em relação ao pago aos homens da mesma profissão. Além disso a porcentagem de mulheresengenheiras empregadas no Brasil cresceu apenas 4% no mesmo período. Sendo assim, apesar de ainda não ter sido atingida real igualdade, percebe-se que as diferenças estão pouco a pouco diminuindo.

Apesar desses números, é inegável que a luta das mulheres para conquistar o seu espaço na engenharia continua muito forte, mas tem muito caminho a percorrer. As estudantes e profissionais desse setor ainda sofrem vários tipos de preconceito e desconfiança de seu trabalho, sendo desafiadas a cada dia demonstrar que obras, fábricas e construções são sim o seu lugar.

Como denúncia e exposição dessa realidade vivida, as estudantes da Escola Politécnica da USP fizeram um vídeo [ CEC - Survivor - IntegraPoli 2017 ] em que revelam os comentários ácidos e discriminações que já tiveram que ouvir por fazerem parte dessa realidade, tanto de professores, colegas de classe, e pessoas que não acreditavam em sua escolha profissional por causa do seu gênero.

CEC - Survivor - IntegraPoli 2017Fonte: Youtube.

 Mas, apesar de lentamente, pode-se observar que cada vez mais essa situação vem mudando. O número de mulheres engenheiras vem crescendo, e o número de denúncias também, um grande sinal que essa realidade não será mais aceita, e que as coisas estão mudando. Existe também na internet muito relatos de estudantes e engenheiras que sofreram algum tipo de preconceito, mas como resposta apresentaram os frutos seu trabalho, executado com igual qualidade, continuando a travar a luta que a primeira engenheira brasileira, Edwiges Maria Becker Hom'meil, começou.

Porém, em meio aos desgastes do preconceito, nem tudo são pedras no caminho. Existem também muitos relatos de mulheres que foram muito incentivadas a seguir o caminho da engenharia, e obtiveram êxito em suas conquistas. Um artigo publicado pelo CREA-SE, expõe depoimentos de algumas mulheres que imergiram na engenharia, como o depoimento de Paula Braz (engenheira agrônoma e coordenadora do NART):

“Na época da minha graduação, a turma era formada por homens em sua maioria, mas não havia distinção. Um fato que me marcou foi de valorização de um determinado professor. Em sua aula prática os alunos estavam dispersos, de uma forma espontânea, peguei a enxada e coloquei a mão na massa. Ele falou: Essa mulher vale mais que dez homens. Isso me abriu muitas portas, as melhores experiências profissionais na graduação surgiram de oportunidades que ele me apresentou. Após minha formatura, a única frustração foi saber que não fui selecionada para trabalhar numa multinacional por ser mulher. Somente por isso! Algum tempo depois fui chamada para trabalhar no CREA e sempre me senti valorizada e estimulada a me aprimorar. Tudo que conquistei eu devo às experiências ao longo desses anos. [...]”

É a partir de relatos como esse que vemos que as mudanças caminham, apesar de lentamente, para uma equidade nas relações profissionais. Todos os profissionais de todas as áreas são convidados a participar desse processo, com a finalidade de eliminar as barreiras que separam homens e mulheres em seus exercícios de trabalho. Procurar a construção de um ambiente plural e respeitoso, e deixar um legado de humanização para as gerações futuras, é uma obrigação de todos.

Gabriely Carmo

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